#03 - O Futuro do trabalho já chegou
O futuro do trabalho já chegou e você precisa destacar o seu valor
MERCADO DE TRABALHO
Denise Faro
8/18/20263 min read


Essa é a terceira edição da Mappeando: a cada quinze dias, o mundo do trabalho traduzido para quem gere pessoas.
Na semana passada, iniciei um curso sobre empregabilidade. O título provocativo é: “Os empregos vão desaparecer?”. É um daqueles cursos bem estruturados, elaborado por um professor de história e sociologia, que faz a gente sair da nossa bolha corporativa por um momento e pensar diferente. Falamos sobre muitas coisas interessantes, mas uma em especial me chamou a atenção: hoje, fabricar um relógio é muito mais barato do que vendê-lo. Isso me fez refletir, talvez pelo momento de carreira que estou vivendo, sobre como o mercado de trabalho já mudou e continua mudando mais rápido do que podemos acompanhar.
Algumas profissões já ocupam um espaço estratégico nas empresas, como: social media, tráfego pago, growth hacker, analista de dados, prompt engineer e, pasmem, muitas delas nem existiam em 2019.
O setor de TI (software + serviços de informação) saltou de ~489 mil empregos formais em 2019 para ~784 mil em 2024 — crescimento de 60% em 5 anos. Em contrapartida, setores como edição/publishing encolheram de 62 mil para 54 mil empregos no mesmo período.
Não estamos falando de futuro, são dados do presente.
Enquanto alguns esperam que o “futuro do trabalho” chegue com robôs humanoides, outros compreendem que novos modelos de trabalho já são uma realidade, seja na esfera digital, consumo, serviços, entretenimento...
Para os profissionais que se preocupam com suas carreiras, a pergunta mais importante que devem se fazer agora é: onde está o seu valor?
O que será valorizado no trabalhador do futuro (ou presente)
As chamadas soft skills, ou habilidades interpessoais, são aquelas que nenhuma máquina é capaz de copiar e são imprescindíveis para se manter relevante no mercado de trabalho.


Com as transformações recentes, as novas competências se atualizam mais rápido do que a descrição de cargos, um alerta para os times de RH. Se o conhecimento técnico está acessível a um clique, o papel da gestão de pessoas deixa de ser cobrar tarefas mecânicas e passa a ser desenhar contextos onde o pensamento crítico floresça.
Percebe que, para fazer gestão de pessoas nesse momento, também precisamos atualizar nossas soft skills?
E, por falar em atualizar, capacitar os times em novas habilidades também é papel fundamental das empresas que querem se manter competitivas no mercado.
É claro que, aqui nesse breve artigo, faço um recorte muito específico de uma parcela de empresas que já estão atuando ou pensando em atuar com novas tecnologias. Conheço empresas que estão muito iniciantes em estrutura de processos, governança e pessoas. E não posso deixar de comentar que conheço alguns profissionais de RH que controlam as vagas no Excel (quem nunca?), mesmo tendo à disposição um ATS (sistema de gestão de vagas) cheio de recursos de IA. E esse também é um desafio; aliás, desaprender também é uma habilidade que te mantém no mercado.
Estudando um pouco melhor esse tema, surgem outros questionamentos: como a realidade educacional/digital do nosso país vai dar conta dos desafios em formar jovens em tecnologia? Como incluir as mulheres nesse mercado de TI ainda predominantemente masculino? São tantas reflexões que vou deixar você absorver tudo isso e trazer novos insights nas próximas edições.
“O futuro não é mais como era antigamente.” — Renato Russo / Legião Urbana, na canção “Índios”
O desafio agora não é lamentar o que ficou para trás, mas aprender a navegar nas relações, no pensamento crítico e na capacidade contínua de se reinventar.
Qual profissão não existe mais desde que você entrou no mercado de trabalho?
No mapa:
Algumas empresas que me chamaram a atenção essa semana e quero compartilhar com vocês têm tudo a ver com o “futuro do trabalho”, só que de uma maneira bem menos digital.
Buffet de pet: Existe um mercado que cresce cada vez mais no Brasil: é o mercado pet. Algumas empresas vêm surgindo para atender papais e mamães de pet. É o que a empresa @badalacao fez: são kits de festa elaborados exclusivamente para cachorros, tudo com muita confeitaria pet.
Design de conexões: Conheci há pouco tempo o Instituto Amuta, especializado em criar conexões entre pessoas. Vale a pena conhecer o conteúdo. @instituto_amuta
Neto de aluguel: Esse foi o mais inusitado que apareceu no meu feed essa semana: “neto de aluguel” ou “sênior concierge”, uma espécie de suporte para idosos, acompanhamento em consultas médicas, passeios no parque, companhia. Saiba mais em @marciatamaral.geronto.
A cada duas semanas vou compartilhar por aqui a Mappeando: uma curadoria dos assuntos mais relevantes do mundo do trabalho, traduzida para quem gere pessoas. Se fizer sentido para você, assina para receber a próxima edição.
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